sábado, 18 de novembro de 2017 0 comentários

Amanajé


Moçoilo que vem de lá, ouvindo o amor de Gal.
Restaura-me para que ninguém mais tenha de se sacrificar.
Não enfrenta as cruzadas, para não encontrar com o aborígine da tribo de cá.
Ele é modernista, mas ouve liras e cantigas do século passado, porém faz poemas realistas.
Para encantar os engomados, você queima as ervas daninhas, deixando todo mundo ligado.

Amanajé sabe como é? Que vem dos cantos e provoca encantos.
Nessa trova que desencantam quem não é o seu trovador.
Vai parando no passado, e buscando encantar um só amado.
Pelos cantos nós fazemos uma festa e trazemos um sorriso alado.

Quero saber em qual praça do seu estado, vai ser meu amado.
E cantarolar as livras de amor, meu trovador.

Só risos posso lhe mostrar, índio que vem de lá.
Até os seus lábios encostar, e me mostrar o quanto índio:
Sou. Somos. Sois,
dessa terra tupiniquim meros amanajé's.

domingo, 18 de dezembro de 2011 0 comentários

Você foi embora sem dizer adeus




É sábado à noite e, apesar de todas as badalações oferecidas na pacata cidade de Itabira, Fábio resolveu esperar uma ligação. Para conectar-se ao mundo exterior, liga o celular e entra na internet. Antes de acomodar em sua cama, dá uma passada na cozinha. Pegou um chocolate, ao morder, sentiu os pedacinhos quebrados escorrendo suavemente em sua boca. Derrete. É suave, não enjoa. É um dos poucos chocolates que, de verdade, ele não consegue parar de comer. De combustível na mão, volta ao quarto. Ele ainda agradava a ligação. E como todo mundo, ele espera alguma coisa de um sábado à noite. Bem no fundo queria zoar e dizer que a vida é boa.
Essa cena poderia ser parecida à de tantas outras noites, não fosse o fato de que nesta data específica Fábio teria uma ideia que viria a mudar muita coisa em sua vida, dali em diante. Envolve-se em conversas cibernéticas e a muito chocolate. Um amigo seu está online e, pelo Facebook, os dois engatam um papo que fica cada vez mais animado, à medida que o tempo passada.
Eu estou correto, mas o outro é o que está errado, tem que mudar!” Uma frase tão simples, mas que ecoava por todos os lados de sua mente. Por mais que tempo passasse e a conversa estendesse, aquele garoto magro como um palito, que estava suando e com os olhos ligados e atentos a qualquer movimento desordenado do telefone. Deixava nitidamente transparecer a sua desilusão, a ponto de se perguntar: “É um sinal? Aposto que vou terminar esse dia abraçado com meu travesseiro. Mas olha, não queria, sinceramente acho que a vida me detesta. Só pode.” Sendo um grande altruísta, sentimental incurável, e mais interessado nos outros que em si próprio. Esse fato, em especial, foi a água fria que mais jogou o seu futuro no ralo. Depois dali, ele estaria preparado para um ritual de passagem: A primeira decepção. Algo que, até então, ele desconhecia.
Estas palavras foram definitivas para as suas ideias, que a principio, eram animadoras, mas que agora não passavam de meras realidades. Com dizia o poeta Drummond : " E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana." O menino de Itabira aprendia naquela noite, que deveria se colocar em primeiro lugar e sempre afrente de qualquer coisa. Em meio a penumbra, ele estava deitado e agora pensativo sobre a vida.
Ao lado da janela, uma das camas de madeira. Simples e com uma moldura não muito detalhada, apenas uma imagem cravada na madeira, ao centro. Similar ao deus do vento Aeolus. Abaixo, uma paisagem envolta a uma esfera oval de mateira. Quase batendo no final da cama havia uma escrivaninha com três gavetas, que ocupava todo aquele pedaço de parede, que leva à porta. Na parte superior, tinha o som e um quadro pintado pelo seu irmão, com pessoas de diversos tamanhos. Um pouco mais abaixo, um porta-canetas e muitos outros objetos largados. No canto inferior esquerdo da escrivaninha, havia uma prateleira com uma fileira de livros até a metade e depois uma caixa de sapato completando o espaço. Na última, agora no canto direito, havia um cofre branco feito de mogno, árvore nativa da Amazônia. Na parede oposta ficava à outra cama, mais acima, um quatro com duas crianças atravessando uma ponte e um anjo da guarda. Dentre os objetos percebemos que se trata de um quarto que tem todas as dimensões ocupadas.
A única coisa que não era ocupada dentro do quarto era o coração daquele garoto. Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa, e ele se chama ''tempo''. Os seus devaneios só aumentavam. Queria mergulhar em abismos, e ao passo que queria a mão de Deus a envolvê-lo. Mais enquanto isso o tempo corria, os ponteiros do céu se moviam. Estava marcando o último segundo daquele sábado.
Cada instante que se passa o desejo, a estranheza, a culpa e a agonia que se faziam presentes. Ele percebia, que isso era apenas o começo da vida. Afinal, a vida é um risco constante em que nada é certo ou calculado. Todos os fenômenos cerebrais e afetivos que constituíam o seu instinto sexual, não podiam ser resumidos em uma só palavra: Amor. Algumas vezes, falamos para nós mesmos que não sabemos o significado da palavra amor, mas podemos senti-lo.
A partir de então Fábio mudou completamente, já não era mais o homem carinhoso cheio de promessas, a partir daí sempre muito frio para as histórias de amor. Por mais que o arrepie ou atraia. Ali, talvez, ele desejasse que tudo acabasse bem. Ali, talvez, que tudo estaria resolvido ao receber a ligação. Talvez.
É esse era um momento só dele, um momento de carência, de solidão e uma vontade louca de encontrar alguém que se perdeu no tempo. Dizem, que a felicidade aparece para aqueles que choram, para aqueles que se machucam, para aqueles que buscam e tentam sempre. Chorava. Simplesmente, ele chorava, como uma criança.
Mas este seu jeito simples, era o distanciamento do mundo. As estrelas lá no céu já anunciavam o novo dia. E ele, fascinado pela brisa macia e o brilho das estrelas. Sentiu crescer, súbito, na alma, uma vontade de declamar: “ Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere.”

Porém depois das lágrimas enxutas, sentou em sua cama, e viu a brisa passar. Olhou para o celular, e o desligou. Ontem poderia ser o momento de sua vida, mas agora ele transformou sua tristeza em um “ouro precioso”. Por que sabia que era a última vez. A última vez, ou não.
domingo, 25 de setembro de 2011 0 comentários

"O Amor, que não ousa dizer seu nome,"



Bateu-lhe à porta, ao acaso, um dia.
E ele, inebriado pela cotovia
(que paira à janela, mas depois some...),
Sentiu crescer, súbito, na alma, u'a fome
De algo que, até então, desconhecia.
Desejo... estranheza... culpa... agonia...!
.. porém, depois das lágrimas enxutas,
Chamou a cotovia, deu-lhe frutas,
E sorveram, um no outro, a própria essência.

Oscar Wilde, 1876. ( Uma parte do seu poema O Amor, que não ousa dizer seu nome.)

domingo, 12 de junho de 2011 0 comentários

'Eterno aprendiz das escolhas que fiz'




Estão contidas nesse texto as maiores verdades sobre o amor:

'Se você esta sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias. Não a nada que você possa fazer, e não há ninguém que possa ajudá-lo, na melhor das hipóteses você terá um amigo paciente pra levá-lo a um bar e ouvir suas queixas, eventualmente te levar pra casa com segurança nos dias que se comportar feito um bobo. Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor,mas esse alguém não costuma ter pressa,e ele se chama ''tempo'', portanto, procure levantar sua cabeça e dar um passo adiante, por menor que seja, pois vc ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno. Ter pena de si mesmo, não vai ajudar em nada, e por mais que vc acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão quando o alvo dessa paixão já se foi, você está usufruindo do seu direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo, prova que você é um romântico. Mas coisas ótimas não costumam ser baratas e você tem que pagar seu preço. Em algum momento tudo isso vai passar, e nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços, tudo estará em seu devido lugar como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono, vai se sentir revigorado,vai estar feliz consigo mesmo, vai levantar sua alto estima, você estará pronto para entregar seu coração a outra pessoa, mesmo correndo o risco de partirem em mil pedaços novamente. Porque o amor sempre vale a pena!'

Autor desconhecido.


Essas são 'palavras repetidas, mas quais são as palavras que mais quero repetir na vida? Felicidade, Paz, fé'... AMOR! Cabe a cada um aceita-la ou não. Afinal a vida é um risco constante, em que nada é certo ou calculado.

quarta-feira, 4 de maio de 2011 2 comentários

Espero que sinta o meu abraço.


"Querida mãe, eu estou voltando para casa. Agora eu sei que não estou sozinho, porque eu estive longe. Agora eu estou perto. Querida mãe, eu estou voltando para casa. Diga-me, mãe, você pode me ouvir cantar. Seu amor é tudo. Coração e alma. Respiração e pele. Seu amor é tudo.

Oh mãe, por favor, me abrace forte. Por que, mãe, eu preciso de alguma ajuda esta noite. O que deu errado. Em breve estará certo.

Oh mãe, por favor, me abrace forte. Diga-me, mãe, você pode me ouvir cantar. Seu amor é tudo. Coração e alma. Respiração e pele. Seu amor é tudo.

Oh mãe, este mundo é estranho. Ama-me mãe e me faça corajoso. Em meus sonhos, nessa fase. Oh mãe, este mundo é estranho. Diga-me, mãe, você pode me ouvir cantar. Seu amor é tudo. Coração e alma. Respiração e pele. Seu amor é tudo.

Diga-me, mãe, você pode me ouvir cantar. Seu amor é tudo. Coração e alma. Respiração e pele. Seu amor é tudo. Seu amor é tudo.... Seu amor é tudo... Seu amor é tudo...."

Essa vai para a pessoa que me faz lutar a cada dia da minha vida, um pessoa que não mede esforços para me dar tudo do bom e do melhor. Mãe, parabéns pelo dia da mães. Abraço....
quinta-feira, 14 de abril de 2011 0 comentários

A voz do povo!




“Como é natural, a burguesia concebe o mundo em que domina como o melhor dos mundos.” (p. 75) E com essa frase retirada do livro Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels. Que irei fazer um breve comentário sobre o debate realizado na terça-feira, 12 de abril de 2011 na UEMG.
Para os autores a burguesia desempenhou um papel revolucionário, pois ela proporcionou a quebra com todas as relações. Esse ideal está ligado por completo ao ato de assistimos primeira vez, mais que um duelo de titãs, mas um reavivamento dos ideais estudantis.
A origem de todo esse movimento, me fez despertar. Foi quando observei, analisei e conclui que não devemos passar batido nesse momento histórico para a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Sendo este um ideal de igualdade e liberdade para todos nos alunos.
Mas sem dúvida devemos pensar bem, analisar as propostas para assim escolhermos uma chapa, que possa nos representar durante esse ano. Mas uma coisa que todos deveriam saber com muita convicção é que já temos um vencedor: A Democracia!
É nela que depositamos a nossa esperança para um futuro melhor, pois "esse é o espírito do cidadão brasileiro, e além de tudo, dos universitários, que dominarão o futuro da nação."
Então vamos lá, votar. Mesmo o voto não sendo obrigatório, seria de grande valia colocarmos na história a nossa contribuição para esse novo amanhecer.
quarta-feira, 13 de abril de 2011 2 comentários

Porque não falamos?




"Oi, prazer. Meu nome é Fábio e eu faço o que você quiser." Garoto de Programa. Alto Nível, para pessoas de bom gosto! Isso seria uma bela propaganda para vender os meus atributos, como fazia a ex-prostituta Bruna Surfistinha. Qual o motivo desse post? Vocês devem estar se perguntando... Então vamos aos fatos: Estava “zapeando” pelo mundo virtual, quando me deparei com o site de venda (Coisa normal hoje em dia). Mas esse era diferente, pois os produtos anunciados eram pessoas que se prostituíam para diversos fins. E isso me fez refletir, o que se passa em um pessoa que tem como seu trabalho o sexo? – Muito sofrimento ou prazer, acho eu! Não estou aqui para jugar as pessoas que trabalham nesse meio, mas só queria entende-las.
O site de nome “quebarato" (risos) faz anúncios de graça, já fez mais de 43.269 anúncios em Relacionamentos no Brasil. Atende a vários tipos de público e gosto. Com isso me lembro dos classificados que lia antigamente. Isso sem dúvida é uma grande evolução, também um grande ganho para a despoluição do jornal, e a facilitação do acesso de quem deseja utilizar o produto.
Mais ai é que esta o “barato” do mundo em que vivemos. Sem ter um único estilo específico e predominante. São assuntos deste tipo, que a meu ver, já passaram da hora de se “desbanalizar”.
Porque não falamos de sexo, no café da manhã? Não falamos do amor entre os homoafetivos? Não falamos do amor inter-racial? “Não falamos do preconceito homofóbico?” Não falamos do bullying? Não falamos de nada! Nada, que possa parecer ofender os costumes morais da família. Mas se buscarmos no dicionário a palavra família, por mais absurda que pareça, vamos encontra um elo com tudo isso. O conceito de família segundo o wikipedia é : “(...) Que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições (...).” Esta ai o real motivo de nos ficarmos atrelados ao passado, pois nos esbarramos com a nossa estrutura familiar.
Mas como anuncia o cantor Christian Chávez, ex-RBD, em sua música de trabalho “Libertad”: “Deja atrás el disfraz, quema ya el antifaz. Tu destino es vivir. (…) Es tiempo de vivir sin miedo.” Ou em bom português “deixe para trás o disfarce, queime a sua mascara. Teu destino é viver. (…) É tempo de viver sem medo”. O que posso dizer? Se não, viva essa falsa democracia e "eu só posso garantir que estou sempre te esperando de braços abertos, para realizarmos juntos as nossas mais proibidas e quentes fantasias!" Rá.
 
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