domingo, 25 de setembro de 2011 0 comentários

"O Amor, que não ousa dizer seu nome,"



Bateu-lhe à porta, ao acaso, um dia.
E ele, inebriado pela cotovia
(que paira à janela, mas depois some...),
Sentiu crescer, súbito, na alma, u'a fome
De algo que, até então, desconhecia.
Desejo... estranheza... culpa... agonia...!
.. porém, depois das lágrimas enxutas,
Chamou a cotovia, deu-lhe frutas,
E sorveram, um no outro, a própria essência.

Oscar Wilde, 1876. ( Uma parte do seu poema O Amor, que não ousa dizer seu nome.)

 
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