sábado, 18 de novembro de 2017

Amanajé


Moçoilo que vem de lá, ouvindo o amor de Gal.
Restaura-me para que ninguém mais tenha de se sacrificar.
Não enfrenta as cruzadas, para não encontrar com o aborígine da tribo de cá.
Ele é modernista, mas ouve liras e cantigas do século passado, porém faz poemas realistas.
Para encantar os engomados, você queima as ervas daninhas, deixando todo mundo ligado.

Amanajé sabe como é? Que vem dos cantos e provoca encantos.
Nessa trova que desencantam quem não é o seu trovador.
Vai parando no passado, e buscando encantar um só amado.
Pelos cantos nós fazemos uma festa e trazemos um sorriso alado.

Quero saber em qual praça do seu estado, vai ser meu amado.
E cantarolar as livras de amor, meu trovador.

Só risos posso lhe mostrar, índio que vem de lá.
Até os seus lábios encostar, e me mostrar o quanto índio:
Sou. Somos. Sois,
dessa terra tupiniquim meros amanajé's.

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